Lembro bem quando me deparei com o nome Stephen Hawking por causa do lançamento de seu livro Uma Breve História do Tempo. Era fim dos anos 1980 e chegava aqui, e em todo o mundo, a imagem do brilhante cientista que tinha revolucionado a teoria da criação do universo e escrito o tal livro, embora já estivesse preso a uma cadeira de rodas, imobilizado pela doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). A imagem frágil do cosmólogo e físico britânico se contrastava com a força da sua presença e da sua vontade de viver.

Histórias assim rendem bons filmes, porque o roteiro em si já está pronto. No caso de Hawking, sua trajetória é contada com base no livro escrito por sua ex-mulher Jane, figura fundamental na sua luta pela sobrevivência. A escolha do diretor foi fazer um filme linear, seguindo a ordem cronológica dos acontecimentos, desde quando Stephen desenvolve seu doutorado em Cambridge, conhece a estudante de literatura Jane, apaixona-se por ela e ela por ele (apesar de suas esquisitices) e a doença se apresenta com prognóstico terrível: só dois anos de vida. Fato é que Hawking surpreende aos médicos e a si mesmo, sobrevive e tem três filhos. Morreu hoje, aos 76 anos.

A Teoria de Tudo tem um bom equilíbrio, considerando a dificuldade de retratar vidas tão complexas e espetaculares como esta. Hawking é representado por Eddie, que levou Oscar de melhor ator pelo papel – merecido, por sinal. O ator também está em outros filmes aqui no Looke, como Animais Fantásticos, A Garota Dinamarquesa e Os Miseráveis – todos filmaços.

É para ver em família e levar filhos adolescentes, por que não? Afinal, o que temos na tela é um exemplo de superação e de senso de humor, sem deixar de pontuar as dificuldades de relacionamento que encontra pelo caminho como qualquer ser humano. Afinal, Stephen ficou paralisado ainda jovem, mas seu raciocínio e percepção do mundo ficaram intactos.

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