Não adianta especular, porque você só vai entender no final. Thelma é jovem calma e reservada que vai estudar em Oslo e se apaixona por uma garota. Os pais são controladores e extremamente religiosos – têm um tom dissimulado, inclusive. Nessa nova fase, ela percebe que há algo de errado. Poderes sobrenaturais incontroláveis e, a partir daí, a história se desenrola e a gente fica grudado na cadeira esperando pra saber o que é que a linda moça tem.

O suspense que o diretor norueguês Joachim Trier constrói ganha força a cada cena. O suspense é para o espectador e para Thelma, que não sabe o que acontece com ela, nem como evitar os acontecimentos. Econômico no drama, mas na medida certa para criar uma áurea de mistério e suspense, pra terminar num desfecho surpreendente.

Representando da Noruega na disputa por uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro em 2018, Thelma entra na prateleira dos filmes escandinavos que têm elegância, boa história e olhar preciso. Não enrola, não diz o que não precisa e monta um roteiro que faz a gente acreditar – e desejar – ter um pouquinho do poder que ela tem!

 

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